Banho é bom, banho é bom demais, mesmo que algumas pessoas discordem, tomar um belo banho pode salvar seu dia e proporcionar a sensação de saúde, limpeza e bem-estar. Contudo, se mal utilizado, ele pode representar um grande vilão para seu bolso e principalmente para o meio ambiente.

O banho é quase tão antigo quanto o homem, em várias culturas acontecia em rituais de purificação, socialização e representava status de poder. Conforme os anos se passaram, a concepção de banho também se alterou e transformou em algo essencial para saúde humana e para a definição de civilização. A tecnologia também contribuiu para fazer mais presente os banhos na vida das pessoas, levando para dentro de casa aparelhos que proporcionassem comodidade e prazer na hora do banho, e um desses é o chuveiro elétrico.

O Brasil é um país que possui uma grande quantidade de rios e afluentes aquáticos, isso o torna muito especial, por essas águas estarem a dispor da população. Os indígenas, que constituem o povo nativo do país, possuem o hábito de se banharem em rios e cachoeiras, um costume bem mais regrado que os europeus que aqui se instalaram. No século XX, a busca por desenvolvimento, com base na tecnologia, elencou diversos tipos de equipamentos e soluções energéticas para se fazer mais confortáveis ações do dia a dia, uma dessas foi a evolução do chuveiro como se conhece hoje em dia. Na Europa, o uso de gás para produção de energia é muito comum, ao passo que aqui em terras brasileiras isso não era usual. Por essa razão, se fez necessária a adaptação para o contexto das terras daqui. Eis que surge o chuveiro elétrico, uma invenção genuinamente brasileira. Com um início tímido na década de 40, ele ganhou notoriedade por sua facilidade e acessibilidade às casas dos brasileiros, tornando-se item indispensável nos lares.

Um banho quentinho às vezes se prolonga e isso não é nada bom, pois leva à falta de controle do consumo. Não se fala apenas do consumo de energia elétrica mas também de água. Com a crise hídrica que explodiu em 2015, o consumo de água teve que ser repensado para buscar soluções que combatessem a escassez e o consumo desenfreado.

Pensando no gasto energético, é possível ter controle do consumo, sabendo quanto é que o aparelho elétrico costuma utilizar em energia. Um chuveiro tem a potência máxima de 5,4 KW/h, suponha que o uso do chuveiro seja de 60 minutos num dia. Utilizando o valor que é cobrado do KW/h pela companhia de distribuição de energia, que é de R$ 1,61, monta-se uma média para medir seu consumo:

Potência do equipamento em KW + tempo de uso  x quantidade de dias ÷ 1000 = Kw/h mensal

Ex:

5400 + 1 x 30 = 162.5 KW/h

1000

 

Desta forma, é possível delimitar o tempo mais ajustado para o banho. Lembrando que essa medida não é apenas amiga do seu bolso, como também do meio ambiente. Vamos pensar verde, vamos economizar!

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